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Autorizações de criptoativos no Brasil: apenas 40 empresas pediram licença ao BC

O prazo para solicitar autorização ao Banco Central terminou com cerca de 40 pedidos, muito abaixo da expectativa de 150 a 200 empresas, mudando o panorama do mercado brasileiro de cripto.

O prazo final para que empresas de criptoativos solicitassem autorização ao Banco Central encerrou nesta sexta‑feira (30) com aproximadamente 40 pedidos, número bem menor que a projeção de 150 a 200 interessadas.

Contexto regulatório

Desde 2024 o Brasil exige que todas as plataformas que operam com criptoativos obtenham licença prévia do BC, comprovando capital mínimo, governança, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro. Entre as exigências estão a custódia diária de cada cliente e a prova de reservas mensal, além de três anos de balanço auditado.

Por que a adesão foi baixa?

Especialistas apontam que o obstáculo principal não foi apenas o capital exigido, mas a complexidade operacional. Pequenas exchanges e fintechs concluíram que não conseguiriam manter a rotina de relatórios diários e auditorias mensais sem ampliar significativamente sua estrutura.

Consequências para o mercado

As empresas que não apresentarem pedido terão até 30 dias para encerrar suas atividades. A partir de 6 de novembro, bancos e instituições de pagamento ficam proibidos de prestar serviços a plataformas sem licença.

Para as que já protocolaram, o BC tem até dois anos para analisar os planos de negócios, a origem dos recursos e a capacidade dos controladores. O processo deve filtrar o setor, concentrando a oferta em instituições que atendam aos requisitos.

Perspectivas futuras

Mesmo com a redução no número de participantes, o volume de operações permanece expressivo. Em 2025, brasileiros declararam R$ 505,5 bilhões em transações com criptoativos, com dois terços envolvendo stablecoins. O Brasil liderou o índice de adoção da Chainalysis em 2026.

Especialistas veem duas áreas promissoras para os próximos anos: a emissão de stablecoins, que podem acelerar pagamentos internacionais, e a tokenização de ativos reais como ouro, imóveis e veículos. Essas atividades ainda carecem de regulamentação específica, o que deve gerar novos debates entre 2027 e 2028.

  • Autorizações limitam a entrada de novos players.
  • Plataformas licenciadas podem se tornar infraestrutura para bancos e varejistas.
  • Stablecoins e tokenização são tendências de crescimento.
Explica Noob
Stablecoin: criptomoeda vinculada a um ativo estável, como o dólar, para reduzir a volatilidade. Tokenização: processo de representar ativos reais (imóveis, ouro) como tokens digitais em blockchain.

Fonte: livecoins.com.br

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