A Circle, emissora da stablecoin USDC, revelou que pretende entrar em aproximadamente 40 mercados emergentes, aproveitando a fase de “escalonamento mainstream” da tecnologia blockchain.
Motivos da expansão
O CEO Jeremy Allaire destacou um aumento orgânico da demanda por stablecoins em regiões como Sudeste Asiático, América Latina, África e Oriente Médio. Consumidores e empresas nesses países buscam acessar uma economia baseada na internet, onde a USDC pode oferecer pagamentos rápidos, baixos custos e proteção contra volatilidade.
Posição de mercado e recursos
Hoje, a USDC detém cerca de 25% do volume total de stablecoins, enquanto a concorrente Tether (USDT) controla cerca de 60%. No segundo trimestre, a circulação da USDC cresceu 19% ano a ano, atingindo US$ 73,3 bilhões. Para sustentar a expansão, a Circle conta com a aquisição de $400 milhões da fintech de pagamentos Tazapay e um investimento estratégico de $100 milhões da Binance.
Desafios e regulamentação
Allaire citou o GENIUS Act, que entrará em vigor em janeiro, como um marco regulatório que pode facilitar a adoção de stablecoins. Contudo, ele alertou que o avanço da inteligência artificial eleva os riscos de segurança, exigindo investimentos contínuos em proteção.
- Objetivo: ampliar a presença da USDC em mais carteiras ao redor do mundo.
- Regulamentação: apoio de leis como o GENIUS Act para criar um ambiente mais seguro.
- Segurança: foco em mitigar ameaças impulsionadas por IA.
Com esses pilares, a Circle espera que a USDC se torne uma ferramenta financeira cotidiana em países onde o acesso a serviços bancários ainda é limitado.
Stablecoin: criptomoeda atrelada a um ativo tradicional, como o dólar, que busca manter seu valor estável.
Fonte: decrypt.co
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