As companhias Strategy (MSTR) e Strive (ASST) estão comprando bitcoins usando ações preferenciais perpétuas, um modelo que combina captação de recursos com pagamento de dividendos. Desde 2025, esses títulos financiaram a aquisição de cerca de 135.979 BTC, o que representa mais de 0,5% da oferta total da criptomoeda.
Como funcionam as ações preferenciais
As ações preferenciais ficam entre a dívida e as ações ordinárias na estrutura de capital. Elas pagam dividendos regulares, não têm direito a voto e não possuem data de vencimento fixa, o que reduz a pressão por refinanciamento. As empresas emitem esses papéis para captar dinheiro sem precisar que os investidores comprem bitcoins diretamente.
Impacto no mercado de bitcoin
Segundo a Fidelity Digital Assets, o mercado de ações preferenciais focadas em bitcoin vale aproximadamente US$12 bilhões, ainda pequeno comparado ao mercado global de renda fixa de US$150 trilhões. Apesar disso, o modelo tem atraído investidores que buscam renda, um segmento que os ETFs de bitcoin ainda não alcançam plenamente.
- Preferenciais como fonte de demanda: Analistas da Bitwise e da StoneX apontam que, embora os ETFs continuem sendo a principal fonte de demanda, as ações preferenciais oferecem um “segundo impulso” para investidores que priorizam rendimentos.
- Dividendos elevados: O título STRC, emitido pela Strategy, paga dividendos variáveis em torno de 12% ao ano e arrecadou US$7,5 bilhão em 2026 até julho.
- Riscos e volatilidade: O preço desses papéis acompanha não só o valor do bitcoin, mas também a competência de gestão das emissoras e as condições do mercado de capitais, o que pode gerar oscilações, como a queda temporária do STRC para US$70.
Desafios e perspectivas
O principal desafio para Strategy e Strive é equilibrar a necessidade de caixa para comprar mais bitcoins com a obrigação de pagar dividendos crescentes à medida que mais ações são emitidas. Se a emissão de novas ações acelerar, os pagamentos de dividendos podem limitar a capacidade de adquirir mais criptomoedas.
Os analistas esperam que, no longo prazo, os ETFs permaneçam como a maior fonte de demanda, mas as ações preferenciais podem crescer como alternativa para investidores que buscam renda passiva ligada ao desempenho do bitcoin.
Ação preferencial: título que paga dividendos regulares, não tem direito a voto e não possui data de vencimento fixa, ficando entre dívida e ações comuns na estrutura de capital.
Fonte: coindesk.com
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