O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva de um brasileiro acusado de movimentar mais de R$ 1 bilhão em criptomoedas, negando o pedido de liberdade apresentado por sua defesa.
Contexto da investigação
A Polícia Federal identificou o suspeito, conhecido pelas iniciais “B. K. T. T.”, como operador de esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas entre 2018 e 2021. Segundo a acusação, ele teria usado moedas digitais para esconder recursos provenientes de tráfico de drogas e estelionato.
Fuga e captura
Após a decisão que decretou sua prisão preventiva, o investigado deixou o Brasil e acabou sendo incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. Ele foi capturado na Itália em 2025, mas ainda tenta reverter a medida cautelar.
Pedido de habeas corpus
A defesa impetrou um habeas corpus alegando excesso de prazo nas investigações e solicitando medidas cautelares alternativas. O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, rejeitou os argumentos, ressaltando que a fuga demonstra intenção de frustrar a ação policial e judicial.
Decisão do STF
O ministro destacou que o volume financeiro movimentado ultrapassou R$ 1,1 bilhão em curto período, o que indica a complexidade do esquema. Ele afirmou que o STF só aceita o trancamento definitivo da investigação quando não há provas claras, o que não é o caso.
Implicações
Ao negar o habeas corpus, o STF reforça a necessidade de manter a prisão preventiva para garantir a aplicação da lei penal e evitar que o investigado continue a ocultar recursos. O caso evidencia como criptomoedas podem ser utilizadas em crimes financeiros e a importância da cooperação internacional na captura de suspeitos.
Pontos principais
- Movimentação: mais de R$ 1 bilhão em criptomoedas.
- Acusações: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, tráfico de drogas e estelionato.
- Decisão: STF manteve prisão preventiva e negou habeas corpus.
- Fuga: suspeito capturado na Itália após alerta da Interpol.
Lavagem de dinheiro: prática de disfarçar a origem ilícita de recursos, fazendo com que pareçam legítimos. Na prática, os criminosos movimentam o dinheiro por várias transações, muitas vezes usando criptomoedas, para dificultar sua rastreabilidade.
Fonte: livecoins.com.br
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