Antes da segunda volta da eleição presidencial de 2026, a plataforma Polymarket colocava a probabilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em torno de 20%, enquanto Flávio Bolsonaro figurava com 80% de chance.
Por que a previsão falhou?
Especialistas explicam que o erro está ligado ao banimento dos mercados de previsão no Brasil, que limitou a participação de analistas experientes e abriu espaço para investidores menos informados. Essa diluição de expertise fez com que os preços das apostas não refletissem adequadamente a realidade política.
O que dizem os participantes do mercado?
Um grande investidor da Polymarket, que se identifica como FhantomBets, afirmou que os “sharps” – profissionais de alta frequência – perceberam que as odds estavam subvalorizadas, sugerindo que a chance de Lula poderia estar entre 30% e 40% já no dia da votação. Mesmo assim, traders de varejo mantiveram as apostas contra Lula, permitindo que se comprassem grandes volumes a preços baixos (cerca de US$0,60 por um “sim” à vitória de Lula).
Como funcionam as odds nos mercados de previsão?
- Os contratos são liquidados a US$1 quando o evento ocorre.
- Um preço de US$0,60 indica 60% de probabilidade implícita.
- Quando o preço está abaixo de US$1, o mercado está avaliando a chance de o evento não acontecer.
No fim, Lula venceu a segunda rodada com maioria clara, provando que a previsão de 20% estava muito conservadora. O caso ilustra como a ausência de regulamento e a presença de participantes menos experientes podem distorcer as expectativas em mercados de previsão.
Sharps: investidores profissionais que utilizam análises avançadas e grande capital para apostar em eventos, buscando identificar preços subvalorizados.
Fonte: decrypt.co
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