A Binance transferiu bilhões de dólares para suas carteiras e divulgou uma nova prova de reservas, mostrando que os principais criptoativos dos usuários estão totalmente lastreados, e prometeu reabrir os saques no dia 1º de novembro.
Movimentação de bilhões para as carteiras
Depois de sofrer um roubo de US$ 6,3 bilhões, a corretora utilizou recursos próprios e parte do Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU) para recompor os saldos. A co‑fundadora Yi He informou que a operação foi concluída em poucas horas, garantindo que o capital dos usuários não seja afetado.
Prova de reservas com ZK‑Proofs
Para confirmar a cobertura total, a Binance gerou provas de conhecimento zero (ZK‑Proofs), um método criptográfico que permite verificar saldos sem revelar detalhes internos. O cálculo exige grande poder computacional e pode levar entre 40 e 50 horas, mas oferece transparência verificável por qualquer pessoa.
Fundo SAFU e reposição dos ativos
O SAFU, criado em 2018, foi acionado para cobrir parte do rombo. Cerca de US$ 6,34 bilhões foram alocados do fundo, incluindo uma transferência de 7.500 bitcoins (aprox. US$ 580 milhões) para as carteiras da Binance. A empresa continuará comprando altcoins menos líquidas no mercado e em operações de balcão (OTC) até atingir 100 % de cobertura em todos os tokens.
Retorno dos saques
Com as reservas comprovadas, a Binance pausou temporariamente os saques para análises de segurança. A equipe confirmou que as retiradas serão reabertas no domingo, 1º de novembro, mantendo o prazo anunciado anteriormente. Essa postura demonstra maior maturidade do setor, ajudando a estabilizar os preços das criptomoedas.
ZK‑Proofs: tecnologia que permite provar que uma informação é verdadeira sem revelar o conteúdo da informação, garantindo privacidade e verificabilidade.
Fonte: livecoins.com.br
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