O maior banco de Hong Kong, HSBC, colocou em operação a RedCoin, uma stablecoin atrelada ao dólar de Hong Kong, dentro do aplicativo de pagamentos PayMe. Nos próximos dias, mais de 3,3 milhões de usuários poderão habilitar carteiras digitais e usar a moeda para transferir valores a amigos ou comprar em mais de 100 mil comerciantes.
RedCoin e seu funcionamento
RedCoin (ticker RCHKD) foi criada para manter a paridade de 1:1 com o dólar de Hong Kong, ou seja, cada token vale exatamente um HKD. A emissão da moeda recebeu licença da Hong Kong Monetary Authority (HKMA) em abril, dentro de um regime regulatório que entrou em vigor em agosto de 2025. O banco venceu uma concorrência de ao menos 36 empresas para obter a autorização.
Integração com serviços do HSBC
Inicialmente, a stablecoin está disponível apenas no PayMe, a plataforma de pagamentos peer‑to‑peer do banco. Usuários podem enviar RedCoin para contatos ou pagar em estabelecimentos que aceitam o app, sem precisar abrir uma conta em corretoras de cripto. O HSBC planeja expandir a tokenização para o aplicativo de Mobile Banking ainda este ano, ampliando o alcance para clientes corporativos e institucionais.
Por que isso importa?
Até então, stablecoins eram dominadas por empresas de cripto, como Tether (USDT) e Circle (USDC), que concentram a maior parte do volume em exchanges. A entrada de um grande banco tradicional traz credibilidade e potencializa o uso diário de cripto‑moedas em transações cotidianas, como pagar o almoço ou comprar em lojas locais.
Reservas e segurança
O rastreador de reservas do HSBC indica que cerca de US$10,2 milhões em RedCoin já foram alocados, demonstrando o compromisso do banco em manter a liquidez necessária para sustentar a paridade com o HKD.
Stablecoin: token digital projetado para manter valor estável, geralmente atrelado a uma moeda fiduciária como o dólar de Hong Kong.
Fonte: decrypt.co
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