Detentores de Bitcoin que mantiveram suas moedas em carteiras próprias durante o fork ocorrido em agosto podem ter direito a ativos na cadeia alternativa, sem precisar vender seus BTC.
Como funciona o fork
Um fork acontece quando a comunidade decide mudar as regras da blockchain, gerando duas redes distintas a partir de um bloco específico. Os saldos registrados naquele bloco são replicados nas duas cadeias, permitindo que quem possuía moedas na rede original receba uma cópia equivalente na nova.
Quem pode ser elegível
Para participar, a carteira deve estar sob autocustódia – ou seja, o usuário controla as chaves privadas – no momento exato da divisão. Ferramentas de terceiros ou exchanges que mantinham os fundos em custódia não são elegíveis.
Passos para recuperar os ativos
O processo geralmente inclui as etapas abaixo:
- Verificar se a data e o horário da bifurcação coincidem com o período em que a carteira estava ativa.
- Confirmar a compatibilidade da carteira com a nova cadeia (algumas versões antigas podem não suportar as novas regras).
- Importar a chave privada ou a seed phrase em um software confiável que ofereça suporte ao fork.
- Executar a sincronização com a rede alternativa e, finalmente, transferir os tokens recebidos para uma carteira segura.
Cuidados de segurança
Embora a oportunidade seja atraente, há riscos significativos. Scripts maliciosos, sites falsos e softwares incompatíveis podem expor as chaves privadas, comprometendo os fundos originais. Recomenda‑se:
- Usar apenas softwares de código aberto e amplamente auditados.
- Realizar o procedimento em um computador offline (air‑gapped) sempre que possível.
- Não compartilhar a seed phrase ou a chave privada com terceiros.
- Consultar assessoria especializada, como a oferecida pela Solidus Wealth, para validar a elegibilidade antes de iniciar qualquer operação.
Em resumo, o fork de agosto pode gerar ativos adicionais para quem mantinha Bitcoin em autocustódia, mas a recuperação exige atenção técnica e prudência para evitar perdas.
Fork: Uma fork é a divisão de uma blockchain em duas redes diferentes a partir de um bloco específico, criando uma cópia dos saldos existentes. Os usuários que controlam suas chaves privadas recebem as mesmas quantidades na nova cadeia, se atenderem aos critérios de elegibilidade.
Fonte: livecoins.com.br
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