Versões antigas do Plex Media Server continham uma vulnerabilidade que permitia a invasão de computadores, sendo usada por hackers para minerar a criptomoeda Monero e instalar um proxy residencial.
O que aconteceu
Um pesquisador encontrou a falha usando inteligência artificial e recebeu US$ 500 de recompensa da empresa em agosto. A vulnerabilidade, que permite execução remota de código sem autenticação, foi corrigida em setembro, mas detalhes foram divulgados publicamente na última semana, facilitando novos ataques.
Como funciona o ataque
Os invasores exploram quatro falhas encadeadas no Plex para obter acesso ao servidor sem precisar de senha. Uma vez dentro, eles:
- Instalam um minerador de Monero, que usa o processador da máquina para gerar criptomoedas para os criminosos.
- Colocam um proxy residencial, permitindo que terceiros aluguem o endereço IP da vítima para outras atividades ilícitas.
- Deixam o código malicioso na pasta de codecs, garantindo que ele seja executado novamente sempre que o Plex transcodificar conteúdo.
Recomendações de segurança
Especialistas, como Nick Percoco da Kraken, recomendam atualizar imediatamente o Plex para a versão 1.43.3.10861 ou superior. Além da atualização, é importante:
- Verificar a presença de arquivos .so ou .dll desconhecidos na pasta de codecs.
- Encerrar processos suspeitos de mineração.
- Manter backups regulares e limitar o acesso externo ao servidor de mídia.
Manter o software sempre atualizado é a forma mais eficaz de impedir que vulnerabilidades conhecidas sejam exploradas.
Minerador de criptomoedas: programa que usa o poder de processamento de um computador para validar transações e gerar novas moedas digitais, como o Monero.
Fonte: livecoins.com.br
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